A febre dos cárdigans e a versatilidade da clássica peça

Algumas peças de roupa são mesmo icônicas, e uma delas é o cardigan. É uma peça versátil, clássica e chic. Eu particularmente amo. Pena que como moro em Cuiabá, que para quem não sabe, costuma alcançar 38o graus fácil e em épocas de pico de calor, 40o à sombra, para usar, preciso rezar para ter um clima ameno, esperar uma viagem ou usar em locais com ar condicionado.
O cardigan nesse modelo clássico das imagens, foi alçado ao patamar de must have fashion, desde que Coco Chanel, em 1950, criou a peça em tweed preto e branco, tornando-se uma peça desejo no guarda roupa feminino.
É bem verdade que o cardigan teve seus tempos de esquecimento, muitas vezes associado a uma moda antiquada, mas há alguns anos, com a maison Chanel liderada por Karl Lagerfeld, a peça foi reinventada e reconquistou o status de ícone fashion.
Eu jamais consegui encontrar um cardigan que realmente me conquistasse e que tivesse uma padronagem mais próxima da Chanel, e sempre ficava frustrada com minhas escolhas, até que a designer brasileira Carol Bassi, criou o cardigan de crochê, bem adaptado ao clima brasileiro. Suas peças tem um caimento muito semelhante aos cardigans da Chanel, com a diferença de serem mais leves, e menos “quadrado”, com uma silhueta mais acentuada, caindo no gosto popular.
A primeira vez que vi o cardigan da Carol Bassi, ela os chama de casaquetes ou casaquetos, foi quando uma blogueira paulistana postou uma foto usando um em dourando. Lembro de ter ficado apaixonada pela peça, porque era exatamente o que eu sempre quis em um cardigan, mas eu não consegui encontrar onde comprar, especialmente por não morar em São Paulo.
Com o tempo, a peça estourou, e não demorou para se tornar peça desejo das fashionistas, mas eu continuava sem saber onde comprar, até ir para São Paulo e ver o cardigan dos meus sonhos na vitrine da Carol Bassi brand no shopping Cidade Jardim e não deu outra, comprei na hora! Não me arrependo. É caro, mas vale cada centavo, e de fato, mesmo morando em Cuiabá, pude usa-lo diversas vezes. Na galeria acima, estou usando com uma saia vermelha.
Depois de tanto sucesso, natural que várias marcas começassem a copiar, e confesso que torcí o nariz no começo, mas pensando melhor, quando algo é copiado, é porque faz sucesso (não sei se a marca pensa assim rsrsr).
A oferta é tanta, que várias marcas já estão fabricando, e me surpreendi com tamanha perfeição. Não resisti ao preço camarada e comprei a tal imitação, ou inspired, para ficar chique. O fato é que depois de adquirir meu legítimo casaqueto (tenho dois) da marca brasileira, me dei por satisfeita, pois custa uma boa quantia e os preços mais viáveis das “outras” marcas me deixam com a consciência menos pesada pelo gasto.
Quanto a qualidade, só o tempo dirá. Se eu senti diferença? Confesso que por enquanto, muito pouca, quase nada. Sinto o original mais pesado que os demais, mas na prática, nenhuma diferença.
Acho que o cardigan fica melhor se usado com menos formalidade, mas a verdade, é que ele tem a capacidade de transformar qualquer look em algo elegante. Vale o investimento!

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